Katia Guerreiro

25 Anos de carreira em 2025.

No próximo ano, a fadista Katia Guerreiro completa 25 anos de carreira. O ano 2000 marcou o início da sua trajetória no fado, quando foi convidada para participar numa homenagem a Amália Rodrigues no Coliseu dos Recreios.

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No próximo ano (2025), a fadista Katia Guerreiro completa 25 anos de carreira. O ano 2000 marcou o início da sua trajetória no fado, quando foi convidada para participar numa homenagem a Amália Rodrigues no Coliseu dos Recreios.

Naquela altura, ainda estava a terminar o curso de medicina, que exerceu durante dez anos em paralelo com a sua carreira musical. O que começou como uma experiência ou aventura tornou-se numa carreira séria e dedicada ao fado.

Pela mão de João Mário Veiga, Katia Guerreiro participou em vários eventos culturais. Mais tarde, após editar o seu primeiro disco pela "Ocarina" de Joaquim Balas, conheceu José Renato, um agente francês que a acompanhou durante vários anos, permitindo-lhe pisar alguns dos mais importantes palcos do mundo.

No desenvolvimento da sua carreira, acabou por ser unanimemente reconhecida como uma das mais importantes fadistas do novo milénio e, acima de tudo, uma embaixadora do fado e de Portugal nos mais variados círculos culturais internacionais. Apresentou-se em prestigiadas salas de todos os continentes e nos mais importantes festivais de músicas do mundo.

Recebeu, em Portugal, a Ordem do Infante D. Henrique e, em França, o Grau de Chevalier da Ordem das Artes e Letras.

É reconhecida como uma das mais notáveis representantes da cultura portuguesa no mundo e uma das mais brilhantes cantoras da sua geração. Os galardões e prémios recebidos ao longo da sua carreira reconhecem a sua inestimável contribuição para a difusão da cultura portuguesa e para a projeção de Portugal no mundo.

Aguardam-se notícias sobre o que vai acontecer a nível discográfico ou documental; no entanto, o seu espetáculo será definitivamente uma reflexão sobre todos os dias em que se entregou ao fado e à representação da cultura e língua portuguesas pelo mundo fora.

Biografia

Katia Guerreiro é considerada uma das mais importantes fadistas entre o final do século XX e o início do século XXI. Ela certamente faz e sempre fará parte da História do Fado, ao lado daqueles que nos deixaram sua herança - daqueles que por mais de um século ajudaram a construir, desenvolver e preservar a dignidade desta forma de canção. Como eles, Katia Guerreiro foi, um dia, inadvertidamente, marcada pelo fado por ser fadista...  

 

Nascida a 23 de Fevereiro de 1976, na África do Sul, Katia Guerreiro muda-se, ainda criança, para a ilha de São Miguel, nos Açores. Aos 15 anos, inicia o seu percurso musical a tocar viola da terra (instrumento tradicional do Arquipélago) no Rancho Folclórico de Santa Cecília. Lisboa, anos mais tarde, será o seu próximo destino, onde frequenta o curso de Medicina, concluído em 2000. Durante esses anos académicos, mantém, no entanto, uma intensa ligação à música: primeiro como vocalista de uma banda de rock dos anos 60, Os Charruas, e mais tarde pela mão de João Mário Veiga, em carismáticas tertúlias e serões de Fado da Capital. 

 

E é em 2000 que tem início a sua carreira musical no fado, quando se apresenta no concerto de homenagem a Amália Rodrigues, no Coliseu de Lisboa. Na altura, tanto a crítica como o público rendem-se à sua interpretação de "Amor de Mel, Amor de Fel" e de "Barco Negro", tendo sido considerada a melhor atuação da noite. 

Discografia

Na sua discografia conta com FADO MAIOR (2001), disco de estreia onde se destacam, "Asas" e "Amor de Mel, Amor de Fel", dois dos mais importantes êxitos da sua carreira; NAS MÃOS DO FADO (2003),o início de uma homenagem aos maiores nomes da literatura  portuguesa; TUDO OU NADA (2004), a continuação da homenagem aos grandes poetas e com a participação do falecido pianista Bernardo Sassetti, que a acompanha na faixa “Minha Senhora das Dores”; FADO (2008),onde edita pela segunda vez, uma letra de sua autoria “A Voz da Poesia” com música de Rui Veloso; OS FADOS DO FADO (2009), um álbum em que recria alguns dos mais célebres fados dos repertórios de Tony de Matos, Max, Tristão da Silva, Hermínia Silva, Teresa Silva Carvalho, João Ferreira-Rosa e, claro, Amália Rodrigues; 10 ANOS - NAS ASAS DO FADO (2010), o grande reconhecimento da sua carreira internacional e os seus 10 anos de Fado; ATÉ AO FIM (2014), um disco de originais, produzido por Tiago Bettencourt e que marca uma viragem na sua carreira com a participação de Pedro de Castro e Luís Guerreiro, nas guitarras, João Mário Veiga e André Ramos, nas violas e Francisco Gaspar na viola baixo; SEMPRE (2018) ,produzido por José Mário Branco, um dos nomes maiores da história da música portuguesa. Este disco revela mais uma vez o grande reconhecimento artístico da fadista, no que diz respeito à sua capacidade interpretativa. 

 

No início de 2022, Katia Guerreiro avança para um novo disco de originais e convida, Pedro de Castro e Tiago Bettencourt para produzirem aquele que se viria a chamar de “Mistura”. 

 

Em 2018 nas edições do “Sempre” ficaram dois temas guardados, que não chegaram a ser editados. Foram igualmente produzidos pelo José Mário Branco e recuperados para desta vez fazerem parte da “Mistura” de Katia Guerreiro. 

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