Hélder Moutinho
Mais do que um cantor, é aclamado pela crítica como uma referência viva do fado e um dos seus mais inovadores embaixadores contemporâneos.
Com 31 anos de carreira, Hélder Moutinho é um dos fadistas mais emblemáticos e prestigiados da atualidade. Intérprete, compositor e poeta, é um profundo conhecedor dos segredos, códigos e mistérios do fado, que interpreta com rara intensidade e verdade. Os seus últimos três discos — 1987, O Manual do Coração e Os Dias da Liberdade — receberam nota máxima da crítica especializada e foram considerados algumas das mais importantes obras sobre o fado nos últimos 30 anos.
“Freedom... Os Dias da Liberdade” — Tributo a João Monge
Neste espetáculo, Hélder Moutinho reafirma o fado como uma poderosa ferramenta de expressão social e cultural, celebrando a poesia de João Monge e trazendo para o presente a tradição das canções que defendem os direitos humanos, agora reinventadas na essência do fado.
Propõe uma reflexão sobre a vida, os seus valores e emoções, transportando-nos numa viagem imaginária onde se saboreiam a liberdade e a paz, questionando o nosso propósito no mundo.
Acima de tudo, é um espetáculo de fado, fiel à sua essência, com a maioria das canções já integradas no seu repertório. As novas canções, retiradas dos seus últimos três álbuns, foram todas escritas por João Monge.
O espetáculo começa por desconstruir a ideia que perdurou na memória dos portugueses após o fim do regime do Estado Novo, provando que o fado sempre foi também uma canção de protesto social. Depois, mergulha no universo das canções mais belas do mundo.
Os direitos humanos continuaram a avançar e causas significativas como o combate ao racismo, à xenofobia, à homofobia e a defesa dos direitos das mulheres alcançaram muitas vitórias. No entanto, ainda há muito a fazer para criar um mundo onde o respeito pelo próximo e as ações concretas prevaleçam.
Biografia
Nascido em Oeiras, em 1969, e criado numa família ligada ao fado há quatro gerações — provavelmente a mais antiga — esteve desde cedo imerso nas tertúlias de fado de Cascais e nas casas típicas lisboetas. Cresceu a ouvir e absorver toda a essência desta canção de Lisboa, mas o seu percurso artístico começou nos anos 90, afirmando-se como letrista antes de se destacar como intérprete.
Em 1994, estreou-se numa casa de fados no Bairro Alto, o “Nónó”, e no “Ciclo de Fados da Mãe de Água” (Lisboa 94 – Capital da Cultura). Passou por outras casas de fado, como a Taverna do Emboçado, a Viela e a Parreirinha de Alfama, e, por fim, a Mesa de Frades.
Quando a sua fase nas casas de fado parecia ter terminado, abraçou o desafio de recriar as tertúlias onde se tinha iniciado como letrista e fadista. Assim nasceram os Fados no Chapitô, seguidos do Braço de Prata e, mais tarde, da Tasca da Bela.
Entretanto, já tinha lançado três discos e atuado em alguns dos mais importantes festivais e salas de espetáculo, tanto em Portugal como no estrangeiro.
Em 2013, lançou o seu primeiro álbum de originais — 1987 — consolidando-se como um dos intérpretes mais importantes da sua geração. Em 2016, editou O Manual do Coração, amplamente elogiado pela crítica e considerado uma obra de renovação dentro da tradição fadista.
Em 2025, apresenta Os Dias da Liberdade – Um Tributo a João Monge, um projeto que reafirma o fado como uma ferramenta de expressão social e poética. Ao celebrar a palavra e a liberdade, Hélder reinventa a tradição com autenticidade e emoção.
A sua carreira é igualmente marcada por atuações em prestigiados palcos internacionais, colaborações com grandes nomes da música portuguesa e pelo seu papel na preservação e dinamização do fado nas casas típicas de Lisboa. Hélder Moutinho é, hoje, uma figura incontornável do fado contemporâneo.
Discografia
Sete Fados e Alguns Cantos (1999) — Álbum de estreia, revelando a sua voz distinta e a profundidade poética das suas interpretações.
Luz de Lisboa (2004) — Vencedor do Prémio Amália Rodrigues; reafirma o seu enraizamento no fado tradicional, com uma visão pessoal.
Que Fado É Este Que Trago? (2008) — Um trabalho maduro, que consolida o seu estilo interpretativo e poético.
1987 (2013) — Considerado um dos álbuns mais importantes do fado no século XXI.
O Manual do Coração (2016) — Aclamado pela crítica e pelo público; com letras de João Monge e composições de grandes músicos.
Os Dias da Liberdade – Um Tributo a João Monge (2025) — Celebra a liberdade e a poesia, reinventando o espírito das canções de intervenção na essência do fado.
Participações e Colaborações
O Fado e as Canções do Alvim (2011) — Homenagem ao guitarrista Fernando Alvim.
Cumplicidades de António Chainho (2015) — Duas faixas interpretadas com o mestre da guitarra portuguesa.
Participações em coletâneas e bandas sonoras, como Exploratory Music from Portugal 05 (2005), Flor do Mar (novela, 2009) e Fado World Heritage (2012).
Sala e Festivais
Apesar de não realizar muitas tournées nem atuar frequentemente fora das suas casas de fado, Hélder Moutinho já passou por salas emblemáticas como:
Galileo Galilei – Madrid, Espanha
Palais des Beaux-Arts (BOZAR) – Bruxelas, Bélgica
Flagey – Bruxelas, Bélgica
Concertgebouw – Amesterdão, Países Baixos
Vredenburg Zaal – Utrecht, Países Baixos
Muziekgebouw Eindhoven – Eindhoven, Países Baixos
Casa da Música – Porto, Portugal
Teatro São Luiz – Lisboa, Portugal
Centro Cultural de Belém – Lisboa, Portugal
Teatro Tivoli BBVA – Lisboa, Portugal
Teatro Circo – Braga, Portugal
Lincoln Center – Nova Iorque, EUA
Chicago Cultural Center – Chicago, EUA
Centro Cultural de Macau (com Orquestra Chinesa de Macau) – Macau, China
Ulsan Culture & Arts Center – Ulsan, Coreia do Sul
Yoshi’s – São Francisco, EUA
Centro Cultural Kirchner (CCK) – Buenos Aires, Argentina
Teatro Estúdio – Centro Cultural Júlio Mário Santo Domingo – Bogotá, Colômbia
Participou também em festivais como:
Festival Santa Casa Alfama (Lisboa), Expo ’98 (Lisboa), Festival de Fado na América Latina, Festival de Fado de Nova Iorque, World Music Festival Chicago, Ulsan World Music Festival, Festival Med (Loulé), Festival Ematerial (Évora), Odegang Festival (Gent), The Lowell Folk Festival, Festa do Fado de Lisboa (Castelo de São Jorge), Ciclo de Fados na Mãe de Água (Lisboa 94) e Festival de Fado “Um Porto de Fado” (Porto, 2001).
Prémios e Reconhecimentos
Prémio Amália Rodrigues — Melhor Álbum (2005)
Prémio Prestígio — Gala do Fado da Voz do Operário (2018)
Projetos Recentes
Os Dias da Liberdade – Um Tributo a João Monge (2025) é o mais recente projeto de Hélder Moutinho, no qual reinventa canções de intervenção Social, dentro da linguagem do fado, celebrando a liberdade e a palavra poética com profundidade e atualidade.
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